O procurador da República Alessandro Oliveira, de 45 anos, que atuou na coordenação da Operação Lava Jato em Curitiba, teve a morte confirmada nesta quinta-feira (20). A informação foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) por volta das 20h. A causa da morte ainda não foi informada.
Alessandro Oliveira passou a coordenar a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba depois da saída do procurador Deltan Dallagnol, em setembro de 2020. Dallagnol alegou que se dedicaria ao tratamento de saúde de uma filha.
Em fevereiro deste ano, a força-tarefa foi encerrada, e as investigações foram encaminhadas ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPF.
Oliveira e outros quatro procuradores, dos 15 que atuavam na operação, continuaram com dedicação exclusiva ao trabalho da Lava Jato.
Quando assumiu o comando da extinta força-tarefa, o procurador disse que estava diante do maior desafio da carreira. À época, ele afirmou que era impossível prever o fim da Lava Jato.
"O potencial de complexidade da operação é inquestionável, já atuei em dezenas de outras operações, a maioria delas de combate à corrupção. Mas enfim, a envergadura da Lava Jato é mundial, e potencialmente eu acredito que seja o maior desafio da minha carreira", disse.
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